APOLOGIA DO RIDÍCULO

Quando Sócrates proclamou sua apologia da própria defesa nos tribunais, visava única e exclusivamente por sua pele a salvo. Mesmo assim, condenado pelas circunstâncias políticas que rejeitavam seu trabalho com os jovens – pois que lhes oferecia mais senso crítico e conscientização de cidadania – o grande filósofo despediu-se da vida com uma taça de cicuta; um brinde nefasto aos que preferiam os jovens anestesiados da verdade, da sensatez, da lucidez que poderia lhes apontar seus direitos e deveres e dar-lhes a alegria de uma vida digna; devolver-lhes o sonho de uma sociedade justa. Assim os poderosos da época silenciaram a voz da verdade. A bizarra história se repete. Desta feita, pipocam aqui e acolá sérias evidências de que manobras e interesses políticos querem manter à margem a efetiva participação dos jovens nas questões sociais, políticas e econômicas que lhes dizem respeito. Senão, como entender esse efusivo grito de “liberou geral” e evidente manipulação de massas que grassam em nossas cidades? Marcha da Liberdade fazendo apologia da maconha, parada pelos direitos dos gays, para celebrar suas “conquistas”, pela liberdade de expressão – de alguns, desde nós outros nos calemos – pelo direito de não ter deveres… Nesse passo, logo estarão reivindicando o direito de sexo em praça pública, de suicídio ao som de rock e sob muitos holofotes, de nudismo nos shoppings e igrejas e outras “cositas” mais. Diante do caos anunciado, que toma conta de grande parcela da nossa juventude – já alheia a quase tudo que lhe diz respeito (para citar como exemplo apenas família, trabalho e política) – a preconizada liberalização da maconha será tudo o que o Diabo sonha. Caos por caos, por que não oficializá-lo? Então… Como sempre, a voz da Igreja se levanta um tanto quanto solitária nessa guerra de Davi e Golias e de sua cátedra atira a primeira pedra: “A Igreja se opõe a qualquer tipo de droga, a não ser em casos terapêuticos”, disse o cardeal Raymundo Damasceno, presidente da CNBB. E reiterou: “Não queremos jovens anestesiados”. Desse alerta surge a evidência: os que lutam pela aprovação dessa aberração (tornar lícito o que o próprio organismo humano rejeita pela sua nocividade) querem tão somente aumentar o poder de controle sobre suas massas de manobra. É mais uma vez o poder econômico e político ditando normas contrárias à normalidade de um povo consciente, politizado e maduro na sua cultura, na sua dignidade, nas suas expressões de fé, de respeito mútuo, responsabilidades. O angu está fervendo. O que vemos em nossas ruas e praças e em alguns veículos canhotos da imprensa nanica é a apologia do ridículo, com toda sua retórica e falsetes. A marcha ré da cultura e história de um povo. O contraponto de uma minoria insatisfeita, que desconhece o mal que fazem a si própria e à sociedade, pois a pauta de suas reivindicações nada possui em comum com a maioria. Atrelados ao grito esnobe dessa falsa liberdade estão os interesses partidários, que vêem tão somente números e numerários de sua sustentabilidade. Eis a palavra em voga! Infelizmente, nossa política é feita pelos núcleos de interesses coletivos, mas também setoriais. Então que se preservem as alas desses setores, sejam eles liberais, evangélicos, pró-maconha, pró-aborto, pró isto ou aquilo: sempre haverá políticos que se elegem defendendo suas causas. Basta gritar em uníssono: Viva a maconha! Vivam as lésbicas! Salvem as tartarugas! Deus salve a América! Deus é brasileiro!… Tudo bem que alguns me apontem o dedo acusando-me de fundamentalismo cristão. Mas para esses cito hoje uma máxima budista. “A razão dessas grandes diferenças é porque, não conhecendo dois princípios básicos (direito individual e coletivo) o espírito torna-se confuso e começa a agir erradamente. É como se procurasse cozinhar iguarias , fervendo pedras e areias, o que certamente não poderia dar certo”. WAGNER PEDRO MENEZES wagner@meac.com.br

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