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“Defeitos frequentes da caridade”. Por: Pe. Paulo M. Ramalho

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Eis a ideia para  refletir ao longo da semana:


Todos nós somos unânimes em dizer que a família é o maior bem que temos na terra. E de fato, o é. Se é o maior bem, também é certo que temos que tomar o maior cuidado para que os seus laços permaneçam muito sólidos.
 
Neste sentido, é muito importante estarmos sempre vigiando o nosso comportamento para que não faltemos à caridade com os nossos familiares.
 
Gostar de citar alguns defeitos frequentes para lutarmos com todas as forças contra eles
.
 
Falar de maus modos
 
Falar de maus modos é falar de modo grosseiro, de modo impositivo, de modo agressivo, sem delicadeza, sem respeito. Seria uma pena que alguém tivesse esse comportamento. O lar deve ser o lugar do amor e, consequentemente, da maior delicadeza possível. Lembro-me de um santo que dizia que temos que nos comportar como se Jesus, Maria e José estivessem morando conosco, na nossa casa. Como muda tudo quando pensamos assim, não é verdade! É tendo esta consideração que entenderemos como os outros defeitos que vamos citar não caberiam num lar sadio.
 
Gritar
 
Os gritos estão fora de tom numa família sadia, não é verdade? Em alguns casos se entende que possa existir, como é o caso do pai ou da família que tem que chamar a atenção de um filho insubordinado. Mas o contexto será sempre de amor e carinho e nunca de raiva. Tenho gritado com frequência? Luto contra isso?
 
Discutir
 
Discutir num sentido positivo, não há nenhum problema, pois é próprio do ser humano que aprende ouvindo opiniões diferentes. Porém discutir num sentido negativo, isto é, essas discussões que no fundo são brigas entre familiares, nunca deveriam existir, por mais motivos que possa haver. O próprio do ser humano é conversar. Animais é que dão patadas.
 
Ficar mudo
 
O normal é não ficarmos mudos, mas às vezes ficamos, pois nos sentimos muito contrariados ou ofendidos. Mas, como sabemos, a caridade nos diz que não podemos nos deixar dominar pelo mutismo. A caridade nos empurra logo a perdoar, a passar por cima, a voltar à convivência normal. Essa deve ser a nossa atitude.
 
Fazer só comentários negativos
 
Infelizmente esse é um defeito muito comum nas pessoas. É compreensível, pois a vida é cheia de dificuldades e revezes. Porém como se torna pesado um lar quando uma das pessoas se deixa levar por este defeito! Nós respiramos com o ar da esperança e do otimismo. Lutemos com todas as forças para sermos sempre muito otimistas.
 
Só abrir a boca para criticar
 
Este é um outro grande defeito em muitas pessoas. Parece que são dominadas por uma certa miopia de enxergar só o lado negativo das pessoas. É claro que temos defeitos, mas somos motivados quando os outros sabem reconhecer nossas qualidades. Quem vive criticando é porque carrega uma decepção dentro do seu coração. Curemos esta ferida e saibamos apostar sempre nas pessoas.
 
Não ceder
 
Não há como conviver sem ceder. Só que há pessoas que o seu grau de “ceder” é muito baixo ou quase nulo. É lógico que há determinadas questões que não se pode ceder. Mas a grande maioria das questões se referem a realidades opináveis. Amar é ter a alegria de fazer o outro ser feliz e não de fincar o pé nos nossos gostos e raciocínios. Pensemos nisto!
 
Senhoritismo
 
Este defeito se refere àquelas pessoas que ficam dentro de casa como “senhoritos”, grudados na poltrona ou no sofá como se fossem paxás, enquanto os outros se esfalfam. Um lar gostoso é um lar onde todos põem a mão, onde há uma “santa guerra” para ver quem arregaça mais as mangas.
 
Não ouvir com atenção até o fim
 
Como é desagradável quando nos cortam e não nos deixam falar o que estamos dizendo até o fim! Se cortamos alguém, na grande maioria dos casos, é por falta de amor. Como muda uma casa onde todos se sentem ouvidos! Ouvir mais é gastar mais tempo, mas vale a pena!
 
Pensemos e divulguemos estas ideias a muita gente para que haja uma verdadeira revolução nas famílias!!!
 
Uma semana abençoada a todos!

 

Padre Paulo M. Ramalho - Sacerdote ordenado em 1993. Cursou o ensino médio no colégio Dante Alighieri. Engenheiro Civil formado pela Escola Politécnica da USP; doutor em Filosofia pela Pontificia Università della Santa Croce. Atende direção espiritual na igreja Divino Salvador, Vila Olímpia, em São. Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.