Vamos encher nossos celeiros

A Bíblia é pródiga em citações recomendando atitudes de fé que nos garantem bênçãos divinas. Encontramo-las em todos os livros, e assim vamos entendendo que essa é a vontade de Deus. Sendo ele o Deus-Amor, o amor na sua forma perfeita (que sequer conseguimos compreender por causa de nossa limitação humana), o que teria Ele a oferecer à humanidade? Logicamente amor e todas as variáveis de um relacionamento calcado no amor. Bom, se Deus é amor e age somente por amor, então podemos entender que suas ações na vida das pessoas obedecem às premissas básicas que regem os relacionamentos calcados nesse sentimento, ou seja, são ações livres, não exigem algo em troca e sempre terão como objetivo proporcionar o melhor aos destinatários dessas ações.Por isso que a ação de Deus é sempre amorosa, jamais se configura como castigo. Certo dia recebi pela internet (farto celeiro de informações), um conjunto de frases sobre assuntos diversos. Uma delas dizia: “Não confunda a permissão de Deus com a vontade de Deus”. Isso me fez refletir em quantas vezes ouvimos ou até mesmo utilizamos a expressão: é a vontade de Deus. Percebi que, geralmente, usamos essa expressão confundindo a vontade das pessoas com a vontade de Deus. Diante de uma tragédia, um acidente fatal, uma doença é comum as pessoas se referirem à vontade de Deus. Na verdade, se observarmos com mais critério, veremos que no fundo a vontade prevalente foi a da pessoa humana. O ser humano usa sua liberdade de escolha (presente tão valioso ao ser humano quanto a própria vida, já que uma vida sem liberdade pode ser considerada morte) e joga, depois, as consequências de suas decisões sobre os ombros de Deus, muitas vezes entendendo até mesmo como um castigo divino. Agindo assim, o ser humano se exime de responsabilidades. É mais fácil e mais cômodo dizer que foi a vontade de Deus e, se foi isso mesmo, quem pode ir contra a decisão do Todo-poderoso? Usar da liberdade requer responsabilidade, pois nenhum ato, nenhuma ação humana fica sem consequência. Assim, ao ler Provérbios, no capítulo 3, versículos 9 e 10, vemos a orientação de que devemos “honrar ao Senhor com teus bens e com as primícias de toda a tua renda, e se encherão fartamente os teus celeiros e transbordarão de vinho os teus lagares”. Não há nessa recomendação bíblica nenhuma obrigação, imposição ou indicação de castigo caso não seja feito de acordo com o que foi recomendado. Fica claro a disposição de Deus em repartir suas bênçãos a quem optar por determinados caminhos, determinadas atitudes de vida. É a liberdade de escolha do ser humano que vai determinar o fim a ser atingido. Se alguém coloca uma luz sobre determinado caminho, a fim de que os caminhantes não tropecem e andem em segurança, será total responsabilidade de quem optar pela escuridão os tombos que possa levar. A fé na Palavra de Deus, portanto, é luz na caminhada que fazemos por este mundo no qual as trevas do desconhecido encobrem tudo que não é presente. O passado e o futuro estão imersos em sombras. O passado recebe as réstias da luz presente, mas o futuro permanece em trevas, é desconhecido aos homens. Para que possamos avançar a passos seguros, precisamos nos guiar pela luz da fé que vem do conhecimento da Palavra de Deus. Ali conhecemos a vontade do Senhor, que é a felicidade dos seus filhos. Nela encontramos a indicação do caminho a seguir. Portanto, será a capacidade de cada um abrir seu coração para Deus, permitindo que seu amor aja sem barreiras, que poderá tornar realidade a promessa divina de bênçãos para o presente e o futuro. Você conta com a permissão de Deus, e também com a indicação dos caminhos a trilhar para viver em paz e em felicidade. A decisão, no entanto, é sua. Essa liberdade de escolha Deus lhe deu. Use-a criteriosamente. Fraternalmente Odilmar de Oliveira Franco Missionário leigo do MEAC odilmar@meac.com.br – odilmarfranco@gmail.com (42) 9947 7212

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