Cristianismo perde fiéis em todas as classes

“Estudo divulgado pelo economista Marcelo Néri, a partir de dados do IBGE, indica que, entre 2003 e 2009, o total de católicos caiu em todas as classes sociais, recuando de 74% para 68% da população brasileira. A porcentagem dos sem religião subiu também em todas as faixas”. Este enunciado foi postado na Folha de São Paulo, dia 24 de agosto, mais precisamente sobre a Igreja Católica. No entanto, dias antes, outro enunciado dizia que o número de protestantes sem igrejas cresceu de 4% para 14% em todas as classes, isto é, 14% dos evangélicos não frequentam mais nenhuma igreja, dentre elas, se dizia, a Universal do Reino de Deus perdeu 24% dos seus fiéis, talvez para seus ex-pastores, como RR Soares, da Igreja Internacional da Graça, cunhado de Edir Macedo e Valdomiro, “apóstolo”, fundador da Igreja Mundial. Infelizmente podemos constatar que em todas as igrejas há uma diminuição do número de adeptos. Quanto a Igreja Católica, há mais de 10 anos, Dom Eugênio Sales, Cardeal Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro, disse que se 40% dos católicos deixasse a nossa Igreja, não significaria muito, pois sabemos que o número daqueles que frequentam os templos é de no máximo 15%. Em Laguna Carapã, município de quase 6.500 habitantes, onde 70% dizem-se católicos, 18% participam semanalmente das missas, estes dados eu mesmo coletei, semana a semana, nas celebrações que presido, quando observei que aproximadamente 800 pessoas participam das missas. As igrejas estão cheias, mas e os outros 82% que se dizem católicos, onde estão? Se este número aumentar para 40%, como queremos, teremos de triplicar também o número de padres e religiosas, para triplicar de igual maneira a celebração dos sacramentos, além de aumentar significativamente o tamanho das igrejas, quando não, construir outras em lugares variados. Por isso, não acho nada interessante as pesquisas que dizem que 70% da população brasileira é católica, assim como Dom Eugênio, prefiro acreditar que católico é aquele que participa regularmente dos sacramentos e não o que aparece no dia do batizado do filho, no casamento e na missa de sétimo dia. É uma pena que o que vem acontecendo entre os católicos esteja agora se repetindo entre os evangélicos. A Igreja Católica, a partir do Documento de Aparecida, fruto da Quinta Conferência Episcopal Latina Americana, em 2007, constatou que são muitos os batizados e poucos os evangelizados. Com isso, sinalizou que primeiro devemos evangelizar, o que significa tomar consciência da própria Igreja, dos seus Sacramentos, da sua história e, sobretudo da pessoa que a fundou: Jesus Cristo, partindo para atingir os afastados, ou aqueles não tiveram nenhum contato com ela, que é o caso de uma nova geração que nasce e nascerá destes e que não têm igreja ou religião. Pe. Crispim Guimarães Pároco da Paróquia Cristo Rei, Laguna Carapã, MS

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