E o Natal, acabou?

E lá se foram os primeiros dias de 2011! Podemos nos perguntar: o que mudou em nossa vida desde que festejamos a passagem do ano velho para o novo? É claro que essas comemorações são importantes ritos sociais, momentos de encontro de pessoas que se utilizam deles para a descontração, o lazer, etc. Mas, não há como negar que muita gente vive esse período com uma expectativa mágica, como se realmente o fato dos ponteiros do relógio apontarem o surgimento de um novo dia tivesse a mesma capacidade de transformação que o beijo da bela princesa no sapo. Puft! Eis o novo, o belo, a felicidade plena e permanente! Claro que não! Esse novo, esse belo serão resultados da transformação interior que cada um se propuser a fazer. Sim, porque nada se transforma externamente na vida das pessoas se, antes, não houver uma mudança interior. Mesmo que tudo mude ao nosso redor, se continuamos a mesma pessoa velha por dentro não conseguiremos perceber, valorizar e desfrutar dessas transformações exteriores. A natureza é algo em constante mutação e, o ser humano, como parte integrante da natureza, também está em permanente mudança. Para alguns, o tempo que passa representa crescimento, amadurecimento; para outros representa um fardo a ser carregado. E você, como está se comportando nesse início de ano? Se você ficar somente esperando pelas transformações naturais proporcionadas pelo tempo, talvez o máximo que consiga serão rugas na pele e uma natural dificuldade de locomoção, visão e audição, naturais do desgaste do corpo. É preciso praticar o exercício interior em busca da mudança que leva ao crescimento, ao amadurecimento intelectual, psicológico, afetivo e espiritual. Isso tudo fará com que passemos a nos preocupar também com a saúde de nosso corpo físico. Quando, depois de ter voltado à Galiléia, Jesus foi à sinagoga, fez a leitura do trecho de Isaías e proclamou: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabaste de ouvir”, Ele disse que vinha ao mundo para libertar o ser humano de todas as amarras e cadeias: anunciar a Boa Nova aos pobres; proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; libertar os oprimidos e proclamar um ano da graça do Senhor. Portanto, é missão de cada cristão também lutar por essa transformação social, proporcionando condições de uma vida mais plena para todos. Mas, para que possamos exercer de forma plena e coerente essa luta pela transformação do mundo, devemos observar que o texto proclamado pelo Cristo começa com a seguinte frase: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para…”. É esta unção do Espírito Santo, é permitir-se ser morada do Espírito de Deus que proporcionará a mudança interior tão necessária. Afinal, se Natal é o anúncio de uma nova vida, é necessário que essa vida não se torne velha, desgastada, desacreditada ou inútil. Ela precisa ser renovada a cada dia, a cada novo amanhecer, assim como faz a própria natureza que nos brinda com suas cores e perfumes a cada manhã. Assim também o conhecimento da Palavra de Deus naquilo que nos orienta sobre o dízimo e a oferta deve ser buscado. Esse conhecimento nos levará à prática e a prática do dízimo desembocará no amadurecimento de nossa fé, nosso relacionamento com Deus e com os irmãos. Eu costumo dizer em minhas pregações que o dízimo é fruto da nossa fé, mas, ao mesmo tempo, nos faz amadurecer na fé. O dízimo, portanto, é um ato de amor a Deus e de um amoroso compromisso com a construção de uma nova vida a todos na comunidade. Inclusive a nós mesmos, Desta forma, volto a desejar a você: Feliz Natal e um excelente 2011! Fraternalmente, Odilmar de Oliveira Franco MEAC – Missionários para Evangelização e Animação de Comunidades – odilmar@meac.com.br

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