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SEMINÁRIO DIOCESANO SOBRE A NOVA PARÓQUIA E OS MINISTÉRIOS LEIGOS

 

ASSUNÇÃO - 20 E 21 DE MAIO DE 2017

Contribuição de Joaqum Accioly - Meac RJ.

 

 

Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia

A conversão pastoral da paróquia

 

 

Apresentação

- A origem da Igreja-comunidade está nas palavras e nas obras de Cristo. Sua morte e sua ressurreição e a vinda do Espírito Santo fazem dos apóstolos uma comunidade. O batismo nos insere na comunidade.

- A comunidade evangeliza e testemunha a alegria do Evangelho.

- Deve nos preocupar quem não tem a dimensão da fé e da esperança em Cristo.

- A conversão da paróquia significa ampliar a formação de comunidades.

- A paróquia deve se tornar uma rede de comunidades para expressar a vitalidade e a dinâmica de ser Igreja

- A paróquia: comunidade de comunidades:

. é lugar da escuta da Palavra

. é nova no espírito, no ardor

. é dinâmica no anúncio da Palavra.

. supera a acomodação e o desânimo dos agentes pastorais.

. vai ao encontro dos irmãos que estão distantes.

 

Introdução

A paróquia durante muitos séculos tem sido presença pública da Igreja. A mudança de época e a secularização diminuíram a sua influência. Por isto cresce o desafio de renová-la tendo em vista a sua missão. É fundamental que tenha docilidade e criatividade na missionariedade. Precisa ter novo olhar, novas reflexões e nova prática pastoral. Olhar quais os sinais dos tempos que a interpelam. Detectar aspectos da realidade que clamam por conversão pastoral. Recuperar dados bíblicos sobre as primeiras comunidades cristãs. Destacar os sujeitos e as tarefas da conversão pastoral.

 

 

CAP I – Sinais dos tempos e conversão pastoral

O Vaticano II propõe o diálogo na relação da Igreja com a sociedade. Para a sua missão, a Igreja deve se revitalizar sempre no Espírito Santo e se nutrir no Evangelho.

 

1.1  Novos contextos, desafios e oportunidades:

Novas tecnologias e avanço da informática. Cresce a identidade social, mas se enfraquecem os vínculos comunitários. Valoriza-se a liberdade, mas em detrimento da família, da religião e da sociedade. Cresce a indiferença, a cultura é imediatista, individualista, que procura satisfação. Os meios de comunicação mudam hábitos e criam necessidades. A Internet é um território sem fronteiras.  A sociedade tem se pautado pelo laicismo e pela secularização. O cristianismo perde influência em decisões morais da sociedade. A renovação paroquial exige novas formas de evangelização.

 

1.2 Novos cenários da fé e da religião:

Muitos ligam a vivência da fé a interesses pessoais. Há os que acreditam em Deus, mas não querem uma relação religiosa. Católicos buscam conforto nas dificuldades e caem no indiferentismo. A sociedade é pluralista. Os Jovens estão conectados às redes sociais e os idosos preferem a televisão. Está desaparecendo o sentido de pertença comunitária.

 

1.3 A realidade da paróquia:

Muitas paróquias não assumiram as propostas do Concílio Vaticano II. Só atendem a sacramentos e cultivam devoções. Toda a ação pastoral fica concentrada no pároco. Desta forma a evangelização é apenas para fortalecer a fé dos cristãos. Outras conseguiram dar passos de conversão pastoral: com a Evangelização e a Catequese iniciam à vida cristã. Tem animação bíblica, liturgia viva e participativa. Há a atuação da juventude, de ministérios, de conselhos.

É fundamental a formação de pequenas comunidades.

Desafios: tornar atuantes os leigos; terminar com os grupos fechados, evitar o fundamentalismo católico, o sentimento de superioridade espiritual. Há as que vivem voltadas para festas, almoços e bailes. Outras projetam uma Igreja distante e burocrática.

 

1.4 A nova territorialidade:

É mais importante hoje a pertença à comunidade do que ao território. É preciso aprofundar os relacionamentos.

 

1.5. Revisão de estruturas obsoletas:

Elas precisam ser mais missionárias. Anunciar Jesus Cristo com uma linguagem mais acessível e atual. Considerar menos o aspecto administrativo, mais o pastoral.

 

1.6. A urgência da conversão pastoral:

A transformação deve ser permanente e integral. Isto só acontece com mudanças estruturais, métodos eclesiais e novas atitudes dos pastores. Exige-se uma conversão pessoal e comunitária que redescubra a misericórdia, o perdão e o amor. A Comunidade deve ser revitalizada: acolhedora, samaritana, orante e eucarística.

 

1.7. Conversão para a missão:

Dialogar com o mundo. Ter maior fidelidade a Jesus Cristo.

 

1.8. Breve conclusão:

A paróquia precisa ter coragem e enxergar os limites das práticas atuais. Ter maior ousadia missionária no anúncio do querigma.

 

 

CAP II – Palavra de Deus, vida e missão nas comunidades

A comunidade cristã precisa revisitar o contexto em que o Senhor estabeleceu a Igreja, deve inspirar-se na vida dEle e dos apóstolos.

 

2.1. A comunidade de Israel:

Na antiga Israel, a comunidade era firmada pela Aliança com Deus. Eram importantes os vínculos comunitários e familiares.

 

2.2. Jesus, o novo modo de ser pastor:

Acolhia com bondade e ternura. Ia ao encontro das pessoas. Tinha um cuidado especial com os pobres. Usava linguagem simples, que atingia a todos.

 

2.3. A comunidade de Jesus na perspectiva do Reino de Deus:

Jesus tinha consciência clara de sua missão de evangelizar. Entrava nas casas das famílias. Junto com ele nasceu uma comunidade formada pelos discípulos, marcada por simplicidade, igualdade, partilha, amizade, serviço, perdão e, ainda, oração em comum, alegria, hospitalidade, comunhão e acolhida.

 

2.4. As primeiras comunidades cristãs:

O Espírito Santo desperta carismas e guia a Igreja em suas decisões. Os apóstolos criaram comunidades marcadas pela fé. Os cristãos perseveravam na comunhão, na fração do pão e nas orações.

2.4.1. A comunhão: O centro de unidade das primeiras comunidades cristãs era a Eucaristia. Ela nutria a esperança, sustentava a fé em Cristo e motivava a caridade.

2.4.2. A partilha: A comunidade primitiva vivia plenamente a comunhão de bens. A partilha era expressão natural do amor de Cristo. Promovia coletas como sinal de solidariedade e comunhão.

2.4.3. A iniciação cristã: Passava-se por um processo catecumenal, com ritos comunitários. Começava-se com o anúncio do querigma. O catecúmeno participava da Celebração da Palavra e, só depois de receber o batismo e a crisma, participava da liturgia eucarística. Na quaresma ocorria a purificação e a iluminação. Na vigília pascal ele era batizado, crismado e recebia a primeira comunhão. Tudo levava a um encontro pessoal com Jesus Cristo e à vida comunitária.  A partir daí, continuava a formação num processo mistagógico.

2.4.4. A missão: “Ide e fazei discípulos”. A tarefa era a de anunciar a salvação para todas as pessoas do mundo.

2.4.5. A esperança: O anúncio feito pelas comunidades estava centrado na ressurreição, que nutria a esperança da vinda de Cristo no fim dos tempos, o que fez o povo sentir-se peregrino.

 

2.5. A Igreja-comunidade:

As comunidades reunidas nas casas eram as Igrejas Domésticas, para o ensino da Palavra. A Igreja no Novo Testamento é a assembleia convocada para a Liturgia, a Palavra e a Ceia.

 

2.6. Breve conclusão:

O ser humano não é um ser isolado e autônomo. Ele é membro de uma comunidade. Os primeiros cristãos, em comunidade, formavam o novo povo de Deus. Estas comunidades servem de inspiração, deixam elementos e critérios para hoje. Não podemos ter medo de criar novos modelos.

 

CAP III – Surgimento da paróquia e sua evolução

Há aspectos históricos que devem ser recuperados e outros revistos.

 

3.1. As comunidades da Igreja antiga:

Não perderam a esperança em Cristo. Mesmo com as perseguições, permaneceram fiéis na fé. Aprofundou-se a ideia de fraternidade e a separação de costumes pagãos. Cresceu o sentido de irmandade. Cuidavam de viúvas, desempregados, presos, órfãos, velhos, doentes.

 

3.2. A paróquia através dos tempos:

Até o Concílio Vaticano II a paróquia exercia predominantemente as funções de celebração da Eucaristia e do Batismo.

 

3.3. A paróquia no Brasil:

Destacavam-se as festas, as procissões, o culto aos santos e as rezas. Os leigos procuravam a paróquia apenas para atos religiosos e sacramentos.

 

3.4. A paróquia no Concílio Vaticano II: A paróquia é uma célula da diocese, a comunidade local dos fiéis. O mundo é o lugar dos discípulos, por isto a paróquia deve ultrapassar os limites territoriais no trabalho missionário.

 

3.5. A renovação paroquial na América Latina e no Caribe:

Progressivamente se falou em formar comunidades eclesiais; em centro de coordenação e animação para comunidades, grupos e movimentos; em ser família de Deus; em 1992, falou-se da paróquia como comunidade de comunidades, como rede de comunidades; em 2007, houve o apelo à conversão pastoral, ao de abandono de estruturas obsoletas e à formação de comunidades missionárias.

 

3.6. A renovação paroquial no Brasil:

Em 1962, atribuiu-se aos leigos a tríplice missão: fé, culto e caridade. A CNBB queria a paróquia como fonte de viva comunhão, de participação e de orientação à missão.

 

3.7. Breve conclusão:

O Vaticano II quis recuperar a comunhão da comunidade e dos ministérios. As Conferências falaram em rede de comunidades, em conversão pastoral. A CNBB/CELAN quer a paróquia mais discípula e mais missionária para hoje.

 

CAP IV – Comunidade paroquial

O fundamento da comunidade-Igreja está na Santíssima Trindade. Pelo Espírito recebe o dom da unidade, que se expressa na paróquia.

 

4.1. Trindade:

Fonte e meta da comunidade. A Igreja é projeto do Pai, criatura do Filho e vivificada pelo Espírito Santo. Ela é comunidade de amor. A comunhão e a missão trinitárias inspiram a missão da comunidade.

 

4.2. Diocese e paróquia:

A criação de uma nova paróquia significa nova presença da Igreja. Ela supera a unidade sociológica e a harmonia psicológica. Ela reflete a comunhão dos santos e está em comunhão com a Igreja no céu.

 

4.3. Definição de paróquia:

É o caminho para os cristãos em direção à Salvação. Ela tem quatro funções: a fração do pão, a comunhão fraterna, o ensinamento e orações.  Tem três tarefas: a comunhão de fé, de culto e de caridade.

 

4.4. Comunidade de fiéis:

A nível de Igreja, o batismo e a eucaristia formam a comunidade.  É ela que professa a fé e testemunha a caridade.

 

4.5. Território paroquial:

Define os paroquianos moradores dentro do espaço onde se ouve a Palavra de Deus e se participa da Eucaristia.

 

4.6. Comunidade, casa de cristãos:

A comunidade cristã é a experiência de Igreja ao redor da casa. A paróquia é a própria Igreja que vive no meio das casas dos cristãos. A comunidade deve ser casa, ambiente de vida, referência e aconchego.

4.6.1. Casa da Palavra: A comunidade cristã é onde se escuta, se acolhe e se pratica a Palavra. É como se Deus tivesse armado a sua tenda entre nós.

4.6.2. Casa do pão: O cristão se alimenta e vive da eucaristia na vida da comunidade. Na eucaristia há o encontro de Deus com os cristãos. É fonte inesgotável de vocação cristã e de impulso missionário.

4.6.3. Casa da caridade-ágape: A Palavra e a Eucaristia dão ao cristão uma nova dimensão de vida, a do amor-ágape.

 

4.7. Comunidade para a missão:

A comunidade cristã é missionária quando age em favor da dignidade. A missão supõe testemunho de proximidade afetuosa como fez Jesus. Supõe anúncio da Boa Nova.

 

4.8. Breve conclusão:

A Igreja ajuda o encontro da ação de Deus com a resposta humana. Apesar de viver no mundo, no tempo, destina-se para a eternidade. A descentralização da paróquia ajuda na proximidade e no encontro.

 

CAP V – Sujeitos e tarefas da conversão pastoral

Os sujeitos são os fiéis leigos e os ministros ordenados. A Missão é corresponsabilidade desprendida, responsabilidade apostólica.

 

5.1. Os bispos:

São os primeiros responsáveis, devem ser os animadores de uma nova mentalidade.

 

5.2. Os presbíteros:

Devem ser dedicados, generosos, acolhedores e abertos. Eles devem ser homens de Deus, com profunda intimidade com Cristo.

 

5.3. Os diáconos permanentes:

Devem ser formadores de novas comunidades eclesiais.

 

5.4. Os consagrados:

Devem ajudar, com sua presença junto às famílias, em sintonia com a ação pastoral da paróquia.

 

5.5. Os leigos:

Devem dar testemunho e participar das pastorais. Deve-se reconhecer a diversidade de carismas, serviços e ministérios.

5.5.1. A família: é a célula social. Namoro e casamento estão em crise de afeto e não estão criando vínculos. Na paróquia deve-se usar de misericórdia para com as pessoas sem vínculo sacramental, de segunda união, sozinhas com filhos e avós.

5.5.2. As mulheres: participam na catequese, na liturgia, na acolhida, são ministras etc. Precisam ser mais valorizadas.

5.5.3. Os jovens: ter uma opção afetiva e efetiva pelos jovens anunciando-lhes o amor de Cristo. Eles devem ter espaços adequados. Eles têm ousadia e destemor para engajamento comunitário. Usar as redes sociais para cativá-los.

5.5.4. Os idosos: são testemunhas da história, com valores que precisam ser resgatados. Devem participar de encontros. Deve-se favorecer a criação de laços de amizade entre eles.

 

5.6. Comunidades Eclesiais de Base:

São instrumentos para o encontro com a Palavra de Deus, a educação da fé e o serviço social. Tornam-se sinal de vitalidade da Igreja. Têm acento missionário e sócio-transformador.

 

5.7. Movimentos, irmandades e associações de fiéis:

São escolas ou linhas de espiritualidade, têm carismas específicos. O desafio é ter vivência de comunhão e de pastoral. Às vezes há preconceitos. Deve haver um diálogo sadio, fidelidade, participação, comunhão e colaboração de todos.

 

5.8. Comunidades ambientais e transterritoriais:

Formadas por moradores de rua, universitários, empresários, artistas etc. Planejar uma ação evangelizadora também para estes ambientes, como também para as escolas e universidades.

 

5.9. Breve conclusão:

A renovação supõe organização nesta diversidade. Deve-se planejar a pastoral. É preciso encontrar meios e recursos.

 

CAP VI – Proposições pastorais:

Temos que superar a tentação pastoral de agir com as próprias forças: “sem Cristo nada podemos fazer” (Jo 15, 5); “nunca haver evangelização sem o Espírito Santo” (Papa Francisco).

 

6.1. Comunidades da comunidade paroquial:

A grande comunidade deve formar grupos menores, para chegar aos mais afastados. A setorização ajuda na renovação se forem formadas lideranças, com boa preparação e engajadas. As pequenas comunidades devem ser formadas por quem participa de celebrações e já atua na comunidade. Setorizar por território ou por afeto ou por interesse. A vizinhança geográfica pode não formar grupos de reflexão. Há grupos formados por moradores de locais distintos e distantes. O importante são os encontros regulares. O fundamento está na Palavra e na Eucaristia. Fazer um itinerário formativo com subsídios.

 

6.2. Acolhida e vida fraterna:

Na comunidade existem tensões e dissensões, mas também perdão. A inveja, a fofoca e os interesses pessoais corrompem a comunhão. A força propulsora deve ser não a conquista de cargos, mas a de ser discípulo de Cristo. É preciso recuperar as relações de comunhão. A mensagem mais direta e a acolhida autêntica aproximam os distantes. É urgente estabelecer relações mais personalizadas na comunidade e mais diálogo na secretaria paroquial, dar importância à escuta carinhosa, à reconciliação, ao acompanhamento espiritual e à orientação. É preciso rever os horários.

 

6.3. Iniciação à vida cristã:

A catequese deve dar passos catecumenais, com metodologia e processos próprios (querigma, conversão, discipulado, comunhão e missão).

 

6.4. Leitura Orante da Palavra:

É uma contínua animação da vida que evita o reducionismo intimista e as ideologias. A homilia (ou a reflexão do ministro) deve ser breve e com a linguagem do povo e da cultura, deve ser preparada com oração e meditação.

 

6.5. Liturgia e espiritualidade:

Celebrações sem espiritualidade, sem o encontro com o mistério vira apenas um encontro de pessoas. Evitar comentários longos, cânticos desalinhados e falta de silêncio. A eucaristia renova a vida em Cristo e a adoração educa a pessoa. A rede de comunidades deve ter vida espiritual, celebrante e caritativa. Valorizar a piedade popular.

 

6.6. Caridade:

As comunidades devem acolher a todos, os perdidos, os excluídos, os tóxico-dependentes, os desempregados, os soropositivos, os divorciados, os de segunda união, os solitários, os deprimidos, os doentes. Ali todos devem encontrar aconchego e espaço. As comunidades devem marcar presença na defesa da vida, da ecologia, da ética na política, da cidadania, da integridade da terra, da biodiversidade.

 

6.7. Conselhos e organização paroquial:

A comunidade paroquial exige comunhão, participação e engajamento. Favorecer o espírito de subsidiariedade e protagonismo. Escolher membros discípulos missionários. Atender às necessidades pastorais. Financiar e manter obras e ações sociais com fé autêntica. Prestar contas e ter uma gestão transparente. Dar atenção aos vínculos com outras paróquias, como igrejas irmãs.

 

6.8. Abertura ecumênica e inter-religiosa:

Há um pluralismo religioso. Ter respeito e acolhimento. Trabalhar juntos no serviço à vida e na defesa dos direitos humanos.

 

6.9. Nova formação:

Encontrar metodologias e processos que levem à conversão da pessoa. Formação mais interativa, mais prática e mais qualificada.  Criar nova consciência pastoral e missionária.

 

6.10. Leigos:

Há uma pluralidade de ministérios, carismas e serviços. Investir na formação doutrinal, pastoral e espiritual deles.

 

6.11. Cuidado vocacional:

A família e a paróquia são os primeiros seminários vocacionais. É na paróquia que se fortalece a consciência vocacional. A paróquia deve rezar pelas vocações. O cultivo vocacional depende muito do testemunho dos presbíteros.

 

6.12. Comunicação na pastoral:

A paróquia precisa apresentar uma linguagem direta e objetiva, menos prolixa e com metodologia. A comunidade interage, sempre mais, por meio virtual. Idosos acompanham missas e terços por meios televisivos. A mídia deve favorecer a conversão pastoral. Desafio das TVs e sites: garantir a comunhão na pluralidade de opções. Eles podem prejudicar os vínculos associativos comunitários, doações etc.

 

6.13. Sair em missão:

Há muitos católicos não evangelizados, com fraca identidade cristã, com pouca pertença eclesial.  Muitos buscam outras igrejas porque não querem deixar o encontro com Deus. Ter para com estes um olhar menos julgador e mais acolhedor, em todos os momentos possíveis.

 

6.14. Breve conclusão:

Transformar a paróquia em comunidade de comunidades:

- Formando pequenas comunidades com base na Palavra e na Eucaristia.

- Formando Conselhos com a participação leiga.

- Valorizando o laicato, dando boa formação e despertando novos ministérios.

- Acolhendo a todos com caridade, fazendo a opção preferencial pelos pobres.

- Sendo um centro de irradiação e de animação da fé e da espiritualidade.

- Dando atenção aos condomínios e aos conjuntos residenciais.

- Tendo comunhão com a diocese.

- Usando a mídia.

 

Conclusão geral:

 

Surgem novos contextos e oportunidades para os discípulos missionários. Superar burocracia e desânimo. Ser comunidade viva, serviçal e aberta. A conversão deve ser radical, tanto de indivíduos como de comunidades. Gerar comunidades não territoriais, ambientais ou opcionais por afinidade. Deve prevalecer a novidade missionária, com um novo tipo de relacionamento na fé. Compartilhar com as pessoas não só o projeto, mas tempo, interesse e recursos. Não ficar apenas em atividades e tarefas, mas dar importância à gratuidade e à amizade. O modelo programático do “fazer” seja paradigmático do “ser cristão”. Confiar à Maria Santíssima o empenho de renovação. Que o Espírito ilumine e conduza os passos da renovação paroquial. A conversão paroquial depende de renovação espiritual e pastoral.