Um e-mail consequente

Amigos do Meac. Partilho um e-mail que recebi, e teve um desdobramenteo interessante para nossa reflexão e debate. Leia, e se desejar, dê sua opinião, seu testemunho ou faça sua crítica. Tudo é válido quando temos intenções de ajudar as pessoas a serem fiéis a Deus. Começou assim: Adriana: QUEM SÃO VOCÊS E COMO DESCOBRIRAM MEU EMAIL??? Nossa resposta: Somos um grupo de missionários leigos da igreja católica. Pode ver em www.meac.com.br. Não sei como temos teu endereço, normalmente acontece numa palestra nossa. Se não deseja receber nossas mensagens, me avise para excluí-la. Mas se gostaríamos de tê-la em nosso arquivo. Deus te abençoe. Antoninho Tatto Resposta da Adriana: Prezado amigo, Antoninho, Sou católica ortodoxa e respeito a Religião e suas doutrinas, bem como tenho grande apreço pela Bíblia cujos textos leio desde menina. Porém, eu me encontro em péssima situação finance-ira, desempregada há varios anos e sem nenhuma perspectiva de melhora. A única coisa que ainda possuo é fé. Os poucos amigos que tenho não podem me ajudar e outros tantos conhecidos não acreditam que minha situação seja ruim, achando que eu é que não faço algo para mudar. Enfim, não sei como sabem do meu email pois não me lembro de ter ido a nenhuma palestra. Mas não posso ajudá-los em nada, infelizmente, por isso não serei útil para vocês. Agradeço a consideração. Abraços e Deus abençoe sua missão. Nossa resposta: Querida amiga em Jesus, Adriana. Não se preocupe conosco, não pedimos ajuda de ninguém. Sempre fizemos nosso trabalho missionário com nossos próprimos recursos. Para ser missionário do Meac cada membro deve ter condições de auto sustento. Nosso trabalho consiste em ajudar as pessoas a descobrirem o amor de Deus. O Dízimo foi uma experiência que eu vivi, pois era contra o dízimo na Igreja. Minha vida mudo radicalmente depois que fiz a experiência do dízimo a partir dos textos que li na Biblia que coloquei no livro “Dizimo e Oferta na Comunidade”. A partir da publicação do livro muitas comunidades começaram a me chamar para falar sobre o assunto. Hoje já são mais de 2.500.000 livros espalhados pelo Brasil e o mundo ajudando milhoes de pessoas. Conheço também a filosofia ortodoxa do dízimo, tenho refletido com vários textos muito bonitos e orientadores. Tenho certeza que do dízimo, entregue na sua igreja, conforme suas possibilida-des, dado com alegria, tansformará sua vida também. Mas não viva nenhum drama se não tiver condições de dar dízimo a sua igreja, Deus não precisa de nada, Ele quer você se oferecendo. Mas minha experiência feita pelas orientações dos textos bíblicos sobre o dízimo, me fez entender a generosidade infinita de Deus que promete bençãos especiais quando abrirmos nosso coração, e generosamente ofereçemos um pouco do que temos. Não importa se é muito ou pouco, mas fruto da generosidade, e dado por amor a Deus, como gratidão por tudo o que somos e temos. Deus jamais se deixa vencer em generosidade gostava de lembrar o saudoso Papa Beato João Paulo II. Se não deseja receber nossas mensagnes, podemos excluí-la do nosso arquivo. Mas saiba que é muito querida, mesmo sem a conhecer-mos pessoalmente. Por algum motivo e por alguma circunstância que não sabemos, o teu endereço acabou entrando na nossa lista. Deus te abençoe sempre. Antoninho Tatto Respota da Adriana: Prezado irmão, Antoninho, Agradeço de coração a bonita mensagem, o carinho e a consideração. Eu não quis parecer avessa ao dízimo, e sim, sempre que posso dou com alegria, inclusive através de trabalhos voluntários. Minha fé é sempre recompensada e de modo algum quis parecer ingrata ou reclamar do que tenho recebido todos os dias, pois só a vida, estar viva, já é uma riqueza, uma experiência e uma bênção. Não quero ser excluída do cadastro do Meac. E, se eu puder, futuramente, contribuir com algo para o serviço missionário de vocês, farei com o maior prazer. É que infelizmente, tenho presenciado em algumas paróquias – frequento mais de uma, pois acompanho meu irmão que é músico e trabalha tocando na liturgia da missa, pessoas encarregadas pelo Dízimo, que são frias e interesseiras – quando elas percebem que não somos ricos, se afastam; a amizade que oferecem é superficial e não há um verdadeiro envolvimento com os irmãos. Eu já passei por muitas situações e Deus me deu esse talento de perceber de longe o que vai no íntimo da pessoa. Eu fico “na minha” e procuro servir a Deus dando o meu melhor e sendo verdadeira; pois prefiro dar o pouco que posso e passar despercebida na igreja, mas ter minhas ofertas aceitas por Deus (e acredite, eu sinto dentro de mim, que Deus aceita), do que fazer como muitos, que aparecem constantemente e mostram aos outros quando doam, mas fora da casa de Deus, agem como outra pessoa ou, ignoram aqueles que não estão sempre aparecendo. Prefiro ficar no meu cantinho e ofertar a Deus minhas orações. Ontem, fazendo minha leitura pessoal da Bíblia, antes de dormir, como sempre faço desde os meus oito anos de idade, lendo os Salmos, vi que o Rei Davi quando estava fugindo de Saul oferecia a Deus a oração como incenso – já que ele não tinha incenso ali com ele, e oferecia lágrimas e as mãos erguidas como ofertas – pois não tinha nada ali para sacrificar a Deus. Ou seja, quando não temos bens materiais, podemos continuar a servir a Deus – que Deus mais pobre e mesquinho seria o nosso se aceitasse somente ofertas materiais – que, inclusive, de nada aproveitam a Deus e que são todas simbólicas, não é mesmo? Muito obrigada por toda a consideração, mais uma vez. Abraços, Adriana. E agora? Diante das questões que nossa querida Adriana levanta, de certos comportamentos, o que podemos pensar? O que podemos fazer? Vamos debater? Mande seu comentário.

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